segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fado reconhecido como Património Imaterial da Humanidade

 
A fadista Mariza realça que o fado "antes de ser um Património Imaterial da Humanidade é um património nosso". Que se ouviu, na voz de Amália, logo após o anúncio da distinção, na Indonésia. 

António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que se deslocou a Bali, na Indonésia, como elemento da comitiva portuguesa, colocou o telemóvel, onde tinha gravado "Estranha Forma de Vida", de Amália Rodrigues, perto do microfone e fez-se silêncio na sala.
"Acho que foi a melhor forma de homenagear aqueles que têm de ser hoje homenageados. São aqueles que têm feito o fado e que são os fadistas e aquela 'Estranha Forma de Vida' é uma homenagem a todos", justificou António Costa.
"Muita gente achava que o fado era triste. O fado é alegria", afirmou o autarca, logo depois, acrescentando que o reconhecimento do fado como património Imaterial da Humanidade é um reconhecimento para cantores, poetas, músicos, compositores.
"E ouviu-se o fado. Muito bom e muito bem. Estamos muito felizes e com imensa vontade de partilhar essa alegria com todos os que trabalharam nesta candidatura, com todos os que constroem o fado, com todos os nossos artistas, todos os nossos parceiros, as instituições envolvidas, os investigadores, a equipa do Museu do Fado. É uma alegria muito grande", afirmou a directora do Museu do Fado.

Fonte: DN 27.11.2011
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Moçambicano Calane da Silva vence Prémio José Craveirinha

O escritor moçambicano Calane da Silva venceu o Prémio José Craveirinha, o maior galardão literário do país, que distinguiu a sua carreira na literatura e no ensaio, foi hoje anunciado.
Da sua bibliografia constam obras como "Lírica do Imponderável", "Xicandarinha na lenha do mundo", "Dos Meninos da Malanga", "Olhar Moçambique", entre outros.
Raul Calane da Silva, 66 anos, ex-jornalista, docente universitário e antigo responsável pelo Centro Cultural do Brasil em Maputo, sucede a escritores como Mia Couto, João Paulo Borges Coelho, Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa.
O Prémio José Craveirinha, instituído pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) tem um valor pecuniário de 700 mil meticais (cerca de 19.500 euros).

Fonte: DN 22.11.2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Visitar, Conhecer, Aprender

No projecto – Visitar, Conhecer, Aprender – pretende-se dar a conhecer o funcionamento e serviços da Biblioteca Municipal aos alunos do 1ª ciclo do concelho.
Pretende-se que os utilizadores e potenciais utilizadores se tornem autónomos em relação à utilização da Biblioteca Municipal, para que no futuro, a possam utilizar com naturalidade. Passar a informação que a biblioteca é um local onde se pode recolher muita informação, em diferentes suportes, e da forma como poderão usufruir da informação nela contida.
Uma turma de alunos do 4º ano da E B 1 de Santa Marta, esteve no dia 21 na Biblioteca Municipal, para perceber o processo por que passam os documentos desde que entram na biblioteca, até que estejam à disposição do utilizador.
Depois de explicado o processo, foram feitas actividades de como utilizar o catálogo colocado à disposição dos utilizadores, de forma a recolherem a informação pretendida, levando os alunos à pesquisa e consulta dessa informação.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Livro sobre Lúcio Feteira chega hoje às livraria

Os últimos dias que antecederam o assassinato de Rosalina Ribeiro e o encontro com Duarte Lima servem de pretexto para o jornalista Miguel Carvalho lançar o livro "Lúcio Feteira, a história desconhecida", que está a partir de hoje à venda nas livrarias. 

Um prólogo que retrata uma das herdeiras de Lúcio Feteira como uma mulher "triste", afundada em processos judiciais, que acabou por ser assassinada na noite de 07 de Dezembro de 2009, "depois de ter mencionado vagamente um compromisso para esse dia com (...) Duarte Lima, o seu conselheiro jurídico, a pedido deste", escreve Miguel Carvalho.
"O leitor mais atento à telenovela da herança e do crime, espero, vai perceber com este livro a origem do dinheiro e das rivalidades, promete o jornalista.
Miguel Carvalho recua no tempo mais de um século, à procura da família Feteira, da origem do dinheiro que se multiplicou e, nas mãos da personagem Central, Lúcio Feteira, se transforma numa herança tão "disputada" quanto "amaldiçoada".
O pré-lançamento nacional do livro está marcado para sábado, para a 'casa' de uma das outras herdeiras, a Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, terra onde nasceu Lúcio Feteira.
"Há claros sinais de que foi um benemérito na Vieira de Leiria, isso é verdade, mas as gentes da Vieira pagaram duramente durante décadas, de uma forma muito dorida, a influência e o poder da família Feteira", sustenta Miguel Carvalho, destacando o facto de dedicar um capítulo ao irmão de Lúcio, intitulado "Albano Feteira, o Terror da Vieira"

Fonte: DN 21.11.2011

Opinião - A nostalgia da quimera: o fantástico é o género dominante na literatura portuguesa

A “comunidade” literária portuguesa contemporânea que se dedica à Ficção Científica e ao Fantástico (autores, tradutores, editores, divulgadores), apesar da sua (ainda) reduzida dimensão e (ainda) diminuta visibilidade mediática, tem-se mostrado nos últimos dez anos crescentemente interventiva, pelo menos “intramuros”. Os que a observam mais de perto têm sido testemunhas de regulares – ocasionalmente ácidas mas sempre salutares – controvérsias, discussões, polémicas, em torno de temas como a qualidade, quantidade e diversidade das obras, a sustentabilidade destas (para lá das modas) por parte de um mercado e de um público (mais ou menos) conhecedor e consumidor, ou as estratégias das editoras...
Ler em Público 21.11.2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Arquivo de António Lino Neto, o católico conservador e reformista, é hoje apresentado

Homem de direita, “católico conservador nos valores mas reformista nas ideias”. António Lino Neto, deputado do Centro Católico durante a I República, é desta forma caracterizado por Marco Silva, historiador e autor do livro As Ideias Políticas e Sociais de António Lino Neto (ed. Caleidoscópio). A obra resultou de uma tese de mestrado e sobre o seu tema falará hoje Marco Silva, no âmbito de uma sessão evocativa dos 50 anos da morte do antigo parlamentar.


Uma outra obra, coordenada por João Miguel Almeida e Rita Mendonça Leite, com uma antologia de textos do deputado Lino Neto (1894-1940), será apresentada na mesma ocasião. Tem o título António Lino Neto: Perfil de Uma Intervenção Pública e recolhe textos de opinião publicados em jornais, textos de conferências como militante católico e excertos da obra académica de Lino Neto, sobre temas tão diversos como a questão agrária, a questão administrativa e elementos de economia política.

São intervenções que, afirmava ontem João Miguel Almeida num texto publicado na agência Ecclesia, apontam para “uma regeneração nacional assente em três pilares: uma revitalização da Igreja Católica através de uma melhor formação do clero; uma reforma económica baseada no ressurgimento da agricultura; uma reforma da administração pública mediante a descentralização e uma transferência de poderes para os municípios”...


"Sérgio Godinho e as 40 ilustrações"

O músico Sérgio Godinho escolheu 40 letras de canções de uma vida dedicada à música para que fossem ilustradas por 40 artistas portugueses, reunidas agora num livro com o selo de uma nova editora, a Abysmo.

O livro "Sérgio Godinho e as 40 ilustrações", feito para assinalar os 40 anos de carreira do músico português, será apresentado hoje na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa, numa sessão em que Sérgio Godinho receberá uma medalha de honra atribuída pela SPA.
A obra é uma parceria entre Sérgio Godinho, que escolheu as canções, e João Paulo Cotrim, editor da Abysmo, que selecionou os 40 ilustradores e artistas convidados a dar corpo em desenho às letras do compositor.
"É um livro que dá uma panorâmica da ilustração portuguesa e mostra a riqueza das canções do Sérgio, que são muito fortes, são muito gráficas", disse João Paulo Cotrim à agência Lusa.
Sérgio Godinho selecionou canções de todo percurso, de "Os Sobreviventes" (1971) a "Mútuo Consentimento" (2011), enquanto João Paulo Cotrim escolheu ilustradores e designers de várias gerações, mais ou menos próximas do universo do músico português.
Estão lá "Lisboa que amanhece", "Etelvina", "Balada da Rita", "Arranja-me um emprego", "Com um brilhozinho nos olhos", "O elixir da eterna juventude", "Em dias consecutivos" e também "Sopro do coração", que Sérgio Godinho escreveu para os Clã.
Fonte: DN 17.11.2011